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Disfunção Sexual. E Agora?

É impossível negar a importância e a influência que a sexualidade e as relações sexuais têm não só na qualidade das relações intimas, como no bem-estar de cada membro da relação e na autoestima de cada um, além dos diferentes objetivos que as relações sexuais significam para cada pessoa.

Por isso, quando surge alguma alteração na performance no ato da relação sexual e não se consegue consumar a mesma ou consume de forma inferior áquilo que normalmente acontece, esta denomina-se de Disfunção Sexual, sendo um problema comum, em ambos os sexos.

Existem inúmeros motivos para que estas alterações aconteçam, desde doenças/alterações físicas e medicamentosas, até a motivos psicológicos, como por exemplo, a existência de situações ansiogénicas, stressantes, bem como conflitos conjugais, experiências sexuais anteriores desagradáveis ou dolorosas, pressão imposta pelo próprio no seu desempenho ou até baixa autoestima.

A terapia sexual cognitivo-comportamental (TCC) é um dos métodos mais eficazes para resolver este tipo de questões e pode intervir, de forma conjunta com os medicamentos, fornecendo assim, um aconselhamento mais eficaz.

Desta forma, a TCC fornece às pessoas uma maior compreensão acerca do seu problema através da psicoeducação e estratégias para ultrapassar este problema da melhor forma possível, quer seja em casal, quer seja individualmente, através de tarefas e exercícios específicos. De forma geral, neste tipo de terapia:

– Fornecem-se informações educativas, cujo objetivo é alagar o conhecimento para a normalidade destas questões, para os seus mitos, bem como para as causas.

– São também fornecidas tarefas, exercícios e atividades sexuais (exemplo da tarefa de “focos sensoriais”) que a pessoa pode realizar individualmente ou com o/a companheira/o. Estas tarefas permitem que se reconstrua a relação sexual gradualmente e identifiquem fatores e causas especificas que estão a manter este problema.

– São também desconstruídos crenças e pensamentos negativos, irracionais ou automáticos e modificá-los em relação não só ao problema existente, como a problemas subjacentes e que possam estar relacionados, como é o caso da ansiedade, procurando perceber em que atividades ou situação sexual é que o problema ocorreu e o que a pessoa estava a pensar e a sentir antes, durante e depois da situação

P.S A terapia não faz milagres, mas ajuda 😊

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