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Dependência Emocional – a prisão para o coração

São cada vez mais recorrentes os pedidos de ajuda relativos a um apego excessivo a uma pessoa ou relação, da qual muitas não conseguem sair.

Após avaliação em consulta, com alguma frequência vemos que a dependência emocional a que se assiste se carateriza como um estilo relacional, mas também é consequência de uma personalidade dependente à qual se associa um grande medo em estar sozinho.
Não será por isso tarefa fácil um equilíbrio saudável da relação amorosa, enfrentando a dualidade de um sofrimento intenso pela permanente insatisfação, mas também de um evitamento em ficar sozinho. Esta situação causa uma angústia enorme e como resultado surgem muitas vezes sintomas depressivos e ansiogénicos.
A culpa é normalmente colocada no outro (“ele(a) não muda, ele(a) não cuida o suficiente…”). É igualmente verdade que, por vezes, assistimos a um raciocínio lógico e efetivamente é possível que a outra parte possa fazer bem melhor! Mas em muitos outros casos também verificamos na pessoa baixa auto-estima e auto-confiança, baixa autonomia, inseguranças, medos e desespero…
Todas estas questões podem e devem ser trabalhadas em consulta uma vez que contribuem bastante para o nosso equilíbrio psicológico e, acima de tudo, para a nossa felicidade.
O primeiro passo será sempre ganhar consciência desta dependência, desta “prisão emocional”. Recuperar o controlo da sua vida e potenciar a sua auto-estima, auto-confiança, auto-conhecimento e autonomia são os próximos passos. Precisa primeiramente de gostar de si para conseguir abrir o seu coração, sem medos nem receios. Costumo dizer em consulta que chegou o momento “de olhar para si e não para o outro”.
Lembre-se, antes de estar numa relação já existia enquanto pessoa. Se apresenta dificuldades relacionais e de afirmação pessoal procure ajuda profissional.

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